VAMOS SALVAR A praia do malhão das Eólicas

Precisamos de 5,000 assinaturas para poder intervir no parlamento e travar este projecto.

Vila Nova e Porto Covo Juntos!

o momento crucial para impedir a destruição irreversível de uma das paisagens mais icônicas e amadas de Portugal.


Parque Eólico das Cachenas:

O que realmente sabemos?

A realidade é que as torres e as suas pesadas infraestruturas de apoio estarão situadas a escassos metros dos acessos a esta praia icónica e dos trilhos internacionais da Rota Vicentina. O projeto interseta diretamente a Zona Especial de Conservação (ZEC) Costa Sudoeste e diversas áreas da Rede Natura 2000, zonas que, por lei, deveriam gozar de proteção integral. 

Para viabilizar estes gigantes, a Galp prevê uma operação logística destrutiva que inclui o alargamento e a abertura de mais de 100 km de novos caminhos de acesso, resultando na fragmentação irreversível do solo rural, no abate de árvores protegidas como sobreiros e azinheiras, e numa alteração profunda da morfologia de um ecossistema que deveria ser um santuário de biodiversidade intocado.

Um projecto disperso em 2.804 hectares, ao lado da Praia do Malhão.

Muitos cidadãos têm ouvido falar da "Consulta Pública" do projeto da Galp, mas quantos conseguem realmente decifrar as centenas de documentos técnicos e mapas complexos disponibilizados no portal Participa.pt? Com nomes técnicos e terminologia burocrática, o processo parece desenhado para ser propositadamente difícil de ler e entender pelo cidadão comum. Esta seção nasce da necessidade de total transparência: queremos explicar, de forma simples mas rigorosa, o que está verdadeiramente em jogo e como este megaprojeto irá transformar o nosso território para sempre, retirando-lhe a alma e a identidade que todos conhecemos.

A área de estudo deste projeto é vasta e alarmante, abrangendo uma extensão total de 2.804 hectares de território sensível. Ao analisarmos detalhadamente a cartografia do promotor, surge uma questão inevitável: por que razão o projeto é oficialmente designado como "Parque Eólico das Cachenas" e não "Parque Eólico da Praia do Malhão"?

19 torres, altas como prédios de 60 andares, visíveis até 40 km de distância

O projeto prevê a instalação de 19 aerogeradores de última geração que representam uma escala industrial sem qualquer precedente na nossa região. Para que possamos ter uma perspetiva real do impacto, alguns de vós conhecerão certamente o "Parque Eólico da Chaminé", situado logo atrás de Porto Covo. Nesse parque, a torre mais alta atinge aproximadamente 125 metros.

No entanto, estas 19 novas torres do projeto Cachenas terão uma altura total de 200 metros até à ponta da pá — ou seja, serão aproximadamente 60% maiores do que as da Chaminé. Imagine estruturas da altura de um prédio de 60 andares; são mais do dobro da altura da Estátua da Liberdade (93m) e superam largamente a Torre Vasco da Gama (145 m), a estrutura mais alta de Portugal.

Devido a esta dimensão colossal e à sua localização em terreno plano junto à costa, estas torres e a sua sinalização luminosa aeronáutica obrigatória serão visíveis a uma distância superior a 40 quilómetros, desfigurando o horizonte e eliminando a sensação de "paisagem selvagem" que é o maior ativo económico e ambiental do nosso território.

Uma nova LMAT que liga Vila Nova de Milfontes e Porto Covo a Sines.

Sabe o que é, na prática, uma Linha de Muita Alta Tensão (LMAT) Não se trata de uma linha elétrica comum de distribuição local. As LMAT são as maiores "autoestradas elétricas" existentes, desenhadas para ligar grandes centros de produção industrial às redes nacionais. Neste projeto, será construída uma linha de 150 kV (150.000 voltios) que recorrerá cerca de 28 km, sustentada por torres metálicas monumentais que atingem os 50 metros de altura.

 A área mais severamente afligida por esta cicatriz de aço será o norte de Porto Covo, onde estas torres de alta tensão serão onipresentes e visíveis a partir da própria vila, cruzando diretamente o aglomerado urbano de Cabeça da Cabra.

Estas infraestruturas impõem servidões administrativas permanentes que limitam severamente o uso do solo e a atividade agrícola, além de funcionarem como um "cavalo de Troia" técnico que facilita o licenciamento futuro de novos parques industriais fotovoltaicos e eólicos, acabando por cercar e asfixiar as nossas localidades.

Quais são os impactos deste projeto?

Degradação Irreversível de uma das Paisagens mais Valorizadas de Portugal.

O que torna o sudoeste de Portugal um lugar sem paralelo no mundo?

A resposta não se encontra nas criações humanas, mas na força bruta da sua Natureza e na serenidade de uma paisagem que parece ter parado no tempo. 

Para gerações de famílias portuguesas, as vilas de Porto Covo e Vila Nova de Milfontes não são meros pontos no mapa, mas sim portos de abrigo. Durante décadas, este território foi o refúgio eleito para escapar ao ritmo asfixiante das cidades, oferecendo a imersão total em cenários prístinos. Lugares como a Praia do Malhão, a Praia dos Aivados e a beleza bucólica do campo que une Vila Nova a Porto Covo moldaram a memória afetiva de milhares de pessoas que ali se apaixonaram pela essência de um Portugal autêntico.

Este valor emocional e estético foi reconhecido pelo Estado. Não é por acaso que a área foi classificada como Parque Natural, integrada na Rede Natura 2000 e incluída na Lista Indicativa da UNESCO para Património Mundial. As instituições compreenderam que este território é um ativo único e insubstituível.

Este compromisso de preservação está cristalizado no PROTA (Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo) — o instrumento de gestão do território — que define que o desenvolvimento desta zona deve:

"Garantir a manutenção e valorização dos espaços naturais ou das atividades rurais, acautelando os valores cénicos e a identidade da paisagem e da cultura."

Com 200 metros de altura (o equivalente a um arranha-céus de 60 andares) e visibilidade num raio de 40 km, estas 19 torres situadas a escassos 1.600 metros do Malhão — e a menos de 4 km da Vila Histórica de Vila Nova de Milfontes — representam a destruição absoluta de um cenário natural único.

DESTRUIÇÃO DE UMA natureza Insubstituível.

A escala industrial destas estruturas compromete de forma irremediável a harmonia visual e a identidade cultural de uma das joias mais preservadas do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Biologicamente, o impacto é devastador e irreversível. Esta costa detém um estatuto de exceção mundial: é o único local do planeta onde a Cegonha-branca (Ciconia ciconia) nidifica em falésias marítimas e leixões fustigados pelo oceano, uma raridade zoológica protegida pela Diretiva Aves da Rede Natura 2000.

A instalação destas turbinas de grande escala cria barreiras intransponíveis e fragmenta zonas de alimentação, gerando um risco crítico de colisão fatal com as pás a 300 km/h para aves ameaçadas, como a Águia-perdigueira (Aquila fasciata) e o Sisão (Tetrax tetrax). Este perigo invisível estende-se às populações de morcegos das Minas do Rosalgar, vitais para o controlo de pragas, que são extremamente vulneráveis à morte por barotrauma causado pelas variações de pressão das turbinas. Além da fauna, as fundações industriais e a abertura de estradões vão desequilibrar o ciclo da água e a estrutura do solo do planalto. Esta intervenção compromete tamben habitats prioritários para a União Europeia, como os charcos temporários mediterrânicos, e ameaça plantas endémicas exclusivas da região, arruinando corredores ecológicos essenciais.

Um erro irreversível com Um Impacto na Economia local Superior à Expansão das Estufas.


Efeito de substituição?

O turista abandona o território em busca de cenários verdadeiramente prístinos.

Em concelhos como Odemira e Sines (Porto Covo), o setor turístico gera anualmente milhões de euros, sustentando centenas de pequenas e médias empresas familiares.O projeto "Parque Eólico das Cachenas" não ameaça apenas a vista; ameaça o modelo económico que salvou esta região. A introdução de aerogeradores cria uma saturação visual que degrada a marca de destino de Milfontes e Porto Covo, gerando um efeito de substituição onde o turista abandona o território em busca de cenários verdadeiramente prístinos. Já assistimos à desvalorização do território, ou seja, da zona sul de Vila Nova, devido às estufas. Não se pode replicar o mesmo na zona norte com este tipo de projetos.

Esta industrialização gera uma externalidade negativa que trava o ciclo virtuoso de investimento privado e público no Turismo da Natureza. A alteração morfológica do território desvaloriza a oferta, com estudos internacionais a apontarem que a industrialização cénica pode causar quebras do turismo entre 15% e 30%. Além disso, ao contrário do turismo, que sustenta centenas de empregos diretos e combate a sazonalidade através de projetos como a Rota Vicentina, um parque eólico requer manutenção mínima e gera quase zero postos de trabalho permanentes na região. Sacrifica-se um setor que democratiza o rendimento em favor de um aproveitamento cujos lucros raramente permanecem na comunidade. Este projeto viola frontalmente o PROTA, que vincula legalmente o desenvolvimento à manutenção dos valores cénicos. Transformar este santuário num corredor industrial é sacrificar a identidade de uma região e o sustento de centenas de famílias por uma infraestrutura que deveria ser localizada em áreas já descaracterizadas. Não podemos destruir o que é único para criar o que é comum.


Uma Economia Renascida do Turismo de Natureza.

O turismo não surgiu por decreto, mas sim pela paixão. Empreendedores e proprietários, percebidos à singularidade do lugar, investiram na recuperação de casas e herdades, criando uma oferta de excelência baseada na sustentabilidade e na paisagem única do território. 

O nascimento da Rota Vicentina foi o catalisador deste novo paradigma. Hoje, distinguida com o selo europeu "Leading Quality Trails – Best of Europe", este projeto é um dos principais motores de revitalização do interior e da costa, permitindo que a economia local respire durante todo o ano, combatendo a sazonalidade que antes desertificou a região no inverno.

Os números não mentem: o turismo de natureza no Alentejo cresceu mais de 20% nos últimos anos. De acordo com dados de monitorização da Rota Vicentina e do Turismo do Alentejo, cerca de 90% dos visitantes indicam a "Natureza e Paisagem" como o motivo número um para a sua visita. Ao contrário de tantas costas europeias sacrificadas ao betão, o Sudoeste Alentejano é procurado pela sua "pureza"

Cerca de 75 turismos com capacidade para 3.000 visitantes da natureza terão o ‘privilégio’ de olhar diariamente turbinas eólicas !

Vidas à Sombra das Pás e Infrassons: O Custo Real para Quem Vive.

E quanto ao impacto sobre as pessoas que ali vivem? 

Esta é a pergunta que raramente encontra resposta nos relatórios técnicos, mas que define a sobrevivência das nossas comunidades. Falamos da instalação de 19 aerogeradores de dimensões industriais, uma presença massiva que alterará para sempre a vida quotidiana de quem nasceu ou escolheu este território para viver.

A operação destas 19 unidades gera uma pressão acústica constante, caracterizada não apenas pelo ruído audível, mas fundamentalmente pelo ruído de baixa frequência.

No que respeita à segurança física das populações e do território, a instalação de uma rede elétrica de alta tensão de 150 kV e de uma subestação em zonas de floresta e mato denso introduz um perigo real e tangível de incêndio. A presença de infraestruturas elétricas de grande porte em ecossistemas sensíveis aumenta drasticamente a probabilidade de ignição por falha técnica ou descargas atmosféricas.

Mais grave ainda é a limitação que estas estruturas impõem ao combate a incêndios: a altura das torres e a fiação aérea criam obstáculos físicos intransponíveis para os meios aéreos de socorro. Em caso de fogo descontrolado, aviões e helicópteros ficam impedidos de operar com segurança devido ao risco de colisão e interferência, deixando a população e a floresta desprotegidas. Esta vulnerabilidade coloca em risco direto a vida dos habitantes e a integridade dos recursos hídricos locais. A construção das fundações massivas para os 19 aerogeradores — que consomem toneladas de betão por torre — e a manutenção da subestação podem causar a contaminação irreversível dos lençóis freáticos, os mesmos aquíferos que sustentam o consumo humano e a agricultura vital da região.


A exposição prolongada a este fenómeno está cientificamente associada à degradação do bem-estar psicofísico, provocando distúrbios crónicos do sono, estados de ansiedade e o aumento dos níveis de cortisol — a hormona do stress — nos residentes locais. Este impacto é particularmente severo em zonas rurais e silenciosas como Foros de Pereira e Ribeira da Azenha, onde o ruído de fundo é quase inexistente, tornando a intrusão sonora das pás ainda mais percetível e profundamente perturbadora.

Paralelamente ao impacto acústico, surge o efeito estroboscópico, vulgarmente conhecido como shadow flicker. Este fenómeno ocorre quando as pás gigantescas dos 19 aerogeradores se interpõem entre o sol e as habitações, projetando sombras intermitentes que se deslocam a alta velocidade. Na prática, isto traduz-se num efeito de "luz a piscar" constante no interior das casas durante várias horas do dia, dependendo da posição solar. Este estímulo visual repetitivo não é apenas um incômodo estético; ele pode desencadear episódios de náuseas, tonturas e representa um fator de risco crítico para indivíduos com epilepsia fotossensível ou outras condições neurológicas. A escala monumental das torres propostas para Cachenas maximiza o alcance destas sombras, invadindo áreas residenciais que, de outra forma, gozavam de plena harmonia paisagística e conforto doméstico.

VAMOS SALVAR MALHÃO AGORA,

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